quarta-feira, 14 de abril de 2010

domingo, 11 de abril de 2010

Distancias percorridas de 16/2 a 4/4 de 2010

Ribeirão Preto- SP Foz do Iguaçu- PR 1080 Posadas-Arg 430 La Paz 1260 Villa Dolores 203 Mendoza 521 Viña Del Mar- Chile 496 Mendoza 462 Gal. Alvear 338 Neuquen 515 Junin de Los Andes 425 San Martin de Los Andes 50 Bariloche 210 Bariloche 118 Esquel 302 Comodoro Rivadávia 590 San Julian 470 Cerro Sombrero 561 Ushuaia 479 Cerro Sombrero 520 Puerto Natales 380 El Calafate 390 Comodoro Rivadávia 1100 Trelew 420 Bahia Blanca 765 Mar Del Plata 529 Buenos Aires 446 Concordia 440 Itaqui- RS 390 Ijui 348 Siberi 152 Capanema 330 Sta. Maria 100 Sta. Helena- PR 80 Marília - SP 840 Ribeirão Preto- SP 270 Total:16.010km
Final da jornada...ou mais um Início Conhecemos muito, vimos muito, e, conhecemos e vimos quase nada do que a natureza nos reserva de grandiosidade, força e beleza nesse mundo de Deus. Convivemos e aprendemos juntos com nossos companheiros de viagem, um pouco mais sobre a natureza humana, sobre o povo latino, tão sofrido e tão gentil. Guardaremos, tenho certeza, para sempre, as imagens, as emoções, muitas, que tivemos nesses dias, esperando que com esse relato, simples, amador, tenhamos levado a todos ao lerem, a vontade e sobretudo a determinação de fazer o mesmo, confirmando quanto é bela, quanto temos que lutar para preservar essa jóia sem preço. Impressionante é ver: A Terra, sua força ao segurar rios, lagos e mares; seu esforço em chegar ao topo, em lanças gigantescas, em aço bruto, indomável, seu tremor, na tentativa de lançar ao alto, o calor de suas entranhas. As Águas, em cores mil: em rosa salgado, em doce azul, em prata, em ouro, em branco, negras às vezes, em tranqüila turqueza, verde-revolta, opaca fervente, branco-azul gelo, como disse o poeta: Planeta-água O Céu! Ora se confundindo com o frio das montanhas, ora nos confundindo com seus 1000 azuis, ora nos cobrindo de vermelho, nos empurrando com seu sopro, nos assustando ao derramar a tormenta, nos acalmando com a bruma da manhã, nos tocando no espelha dágua, nos enfeitando com sol e lua, nos envolvendo com sua beleza infinita!

sábado, 10 de abril de 2010

27 a 31/03/2010 Itaqui/.......Santa Helena, Paraná

Como agora estamos sós, curtimos as “férias’ a dois, resolvemos conhecer a região oeste do RGS, com boas estradas, muito verde por todo lado (muito bom), muitos rios e lagos, cultivos de soja, milho, amendoim; região próspera, produtiva. Entramos em São Borja, lembrando ser cidade bem conhecida, sem atentar por que. Fomos a um lavador dar um banho no mH. Ali, conversando com a proprietária, no perguntou se havíamos ido ao cemitério, ao que respondi: o que tem lá de bom, alem de defuntos, brincando com ela, ao que me respondeu: “Não conheces as história do Brasil, educada, mas um pouco severa; Aí me lembrei, mas já era tarde, havia subestimado o patriotismo de uma senhora gaúcha. Para me redimir, lá fomos nós tirar fotos nos túmulos de Getúlio Vargas, João Goulart e de quebra o bom Brizola, gaúchos de são Borja, não esqueçam! Na estrada, visitamos a Comunidade de Caaró, seu Santuário dos 3 mártires, num belo bosque e parque onde há fonte de água dita milagrosa, até lugares para se tomar banho com essa água. Ali comunidade italiana e alemã,se estava preparando uma festa dos idosos, para 700 pratos para o dia seguinte, não ficamos pois ainda não somos idosos. Nas Missões, passamos apenas por Boa Vista, pois já conhecíamos São Miguel, a mais famosa. Passamos muitas cidades, nesse trecho, não vamos detalhar, pois não é um roteiro comum para essa viagem. Depois de reunidos novamente, chegamos a Santa Helena, para o encontro de Páscoa; muito bem recebidos por todos, amigos de estrada, perguntando tudo sobre a viagem, terremotos e afins. Bela festa, essa que é feita anualmente pelos Estradeiros, às margens de Itaipu, encerrando com chave de ouro nossa aventura, que totalizou 16.000 kilometros pelo sul da América Latina.

26/03/2010 Concórdia/ Paso de Los Libres/ Uruguaiana

Saímos às 8h, todos de bom humor e o sol tinindo; RUTA 12 e depois Ruta 14, Entre Rios e Corrientes. A cada acelerada, lá estava a polícia nos parando, parecia piada, mas não era. Logo na 1ª. Multaram o Marsiglia e o Matheus por falta de faixa refletiva na traseira, da seguinte forma: levaram os 2 até a casinha, o Luiz junto chorando para que perdoassem; o guarda mostrou câmeras de filmagem e disse que gravavam áudio também, que tivesse cuidado. O nosso embaixador, então, disse que tinha as faixas consigo e que iria colocá-las nos 2 carros, de 360 pesos cada multa, o guarda mostrou na sua lista que ficaria por 120 pesos cada, ao que o nosso relações públicas mostrou outro parágrafo onde tinha uma multa de 82 pesos, se não poderia ser aplicada aquela, a “autoridade” concordou, lavrou as 2 multas, recebeu na hora e nos liberou com as lindas faixinhas refletivas nas respectivas trazeiras. Mais adiante foi a vez do suporte de moto que o Luiz carrega (levando uma bicicleta velha),; tem que estar a 40 cm do chão, etc. sob o argumento que lá atrás seus “companheiros” haviam até elogiado pois o suporte estava bem sinalizado, com lanternas, faixas refletivas, faixas contínuas, etc, acabou liberado. Isso acho que já foi na Ruta 14, a que mais nos encheu. “Senor, donde vens? –Ushuaia. Para donde vás? –Brasil. Non tienes algo? – o Que? “Plata”, um agladito para nos otros? –Non tengo, se acabaran las platas, pois já bamos adentrar ao Brasil, te agradas de um guaraná antártica? Si, Si, mui bien. E lá se fue um Guaraná legítimo Antártica para uma Autoridad Argentina. Mais um bom recheio de Portunhol legítimo também. Ès mui cômico se no trágico!!! Almoçamos num YPF em Paso de Los Libres, onde o Lu mandou soldar a roda quebrada, abastecemos com o último diesel barato e rumamos a aduana, onde não houve burocracia alguma do lado argent, apenas carimbando os passaportes, e do lado brasileiro nem isso, pois não carimbamos os mesmos na entrada, lá em Foz, então o Brasil não ficou sabendo que ficou sem 9 brasileiros a menos por 45 dias. Entramos em Uruguaiana, onde nos separamos por 3 dias, já que o Lu e a Bel foram a P. Alegre ver a filha, o Matheus e Marsiglia seguiram para Novo Hamburgo, até as fábricas, revisar os carros e nós, Alvim e Maria, seguimos a Itaqui, muito boa cidade, onde dormimos num posto no centro, onde o proprietário tem mH, e nos atendeu muito bem, subindo reto em direção a Santa Helena, indo devagarinho, esperando os companheiros nos alcançarem, para não termos que rodar 700 km, sem necessidade. Lembrando que ao sermos parados, os policiais nos disseram que estavam tolerando nossas faixas refletivas, porque o certo é que sejam as contínuas, iguais as que são usadas em caminhão, como se fossem aquelas fitas zebradas usadas para cercar o trânsito, e que há necessidade de faixas nas laterais também.

25/03/2010 Buenos Aires/ Zarate/ Concórdia

Desistimos do Uruguai desta vez, pois teríamos de dar uma volta muito grande, e zarpamos rumo ao Brasil; Saímos do cais guiados pela “mulhezinha’, meu GPS com dados da Argentina, que nos foi muito útil em diversas ocasiões, embora se perdesse de vez em quando em cidades pequenas ou rutas remotas. Desta vez nos “tirou” da capital muito bem, cidade grande, com trânsito pesado; passamos La Bombonera, enfim, estamos na estrada novamente. Em Zarate, atravessamos a ponte Union muito grande e bonita, suspensa em cabos de aço, por sobre grandes embarcações e paralela a uma linha de trem, rodamos mais um pouco e “Uai!!” a ponte de novo? Era outra ponte igualzinha a 1ª. . Descobrimos que tínhamos atravessado uma ilha através de 2 pontes. Mais um YPF, almoço, combustível (já estamos com saudade do diesel barato) e pronto: RUTA 12 !! a famosa pista de Entre Rios, com seus policiais mais famosos ainda. Fomos parados, documentos, um policial olhando para o outro, como que perguntando: “achou algo?”, Marsiglia e Matheus não tinham faixa refletiva atrás, 50 minutos de conversa e fomos liberados. Parados outra vez, desta vez foi o Luiz, sob alegação que não tinha faixas nas laterais, ele respondeu que tinha 3 lanternas em cada lado e, enfim, fomos liberados. Mais um pouco de estrada e num desvio de terra, devido a obras, um barulho no possante do Lu, a roda rachou, estufando o pneu que roçava nas molas; Paramos num posto a 200m, onde o gomeiro Luiz trocou a roda e seguimos a Concórdia onde dormimos adivinha onde? YPF.com hi-fi, tel e restaurante.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

24/03/2010 Mar Del Plata/ Buenos Aires

7;30h; café, abastec. E... auto pista até Buenos Aires. O sol está forte, a temperatura amena; no canteiro do meio uma garça diferente: corpo branco e asas pretas. De quando em vez, cuidado! Enormes máquinas agrícolas em plena autopista ( em toda região agrícola isso acontece), aliás é uma constante camionetes e carros pequenos puxando enormes carretas de 4 rodas, alguns a mais de 100 por hora; chegamos a ver uma camionete puxando atrás de si mais 3 carros engatados um no outro e por último uma carreta de 4 rodas, ou seja: 5 veículos engatados. Há áreas de descanso muito bonitas ao longo da estrada. Resolvemos atravessar de Buenos Aires ao Uruguai, de ferry boat, já que por terra aumentaria em cerca de 600 km o percurso. Fomos diretamente ao porto, já que alguns já conhecem a cidade e outros preferem vir de avião em outra ocasião, pois é difícil em comboio de 4 mh, e já estamos atrazados na viagem. Nos informaram no balcão, que a saída seria à meia noite, que o custo seria de 370 pesos por veículo, e que só poderíamos estacionar após as 18hs, após desembarque da balsa que estava prá chegar. Às 18;50h fomos comprar ingressos, mas...surpresa: 1.190 pesos por veículo, mais 120 pesos por pessoa, cerca de R$ 750,00 por casal, para uma travessia de 2 horas. Desistimos de ir ao Uruguai desta vez. Arrumamos estacionamento próximo e fomos passear na Calle Florida, belo calçadão onde artesãos, mascates, músicos, boêmios, turistas, se misturam num baile de cores e sons. Depois de algumas “pechinchas”, lanche e fotos, voltamos ao aconchego do lar para mais uma noite de sono.