terça-feira, 16 de março de 2010

13/03/2010 Ushuaia

Cedo fomos até o trem do fim do mundo, mas não fizemos o passeio (95 pesos por pessoa), também fomos até o parque, mas a chuva atrapalhou, muito barro e sem condições de andar, alem, do preço (só p/ entrar e tirar foto da placa do fim do mundo, já que não dava para fazer o passeio teríamos que pagar 50 pesos cada. Carimbamos os passaportes com a tarja do fim do mundo na estação do trem. Fomos em busca do teleférico a 20 km do centro, mas estava cerrado, mas deu p/ fazer folia, pois começou querer nevar, mas logo parou. Almocamos um cordeiro patagônico e a Maria e a Cecília ficaram sabendo de outro teleférico próximo, 7 km do centro, no cerro Martial, corremos até lá pois já passava das 4 e funciona até 6;30. Fomos eu a Maria o Marsiglia e a Cecília, já que os outros não quiseram ir enfrentar o frio. Nunca imaginamos que isso iria acontecer conosco: Subimos nas cadeirinhas e logo começou nevar; com a pressa, nem colocamos toda a roupa própria e de qualquer jeito, descemos na plataforma, seguindo a pé. A neve foi aumentando aos nossos pés, até cobrir todo o chão, depois foi engrossando como um cobertor de gelo. À nossa volta, pequenos flocos caindo do céu, nas árvores algodão como no Natal, olhando para cima era um branco só. Estávamos numa montanha encantada; fizemos guerra de neve, boneco de neve, fotos e mais fotos. Fomos à loucura. Foi muito legal. Até comemos neve. Descemos com cara de bobos gelados. Fomos prá cama continuar nosso sonho. Boa noite!

12/03/2010 Ushuaia

Dia lindo! Um frio!!! Os cerros cobertos de neve a nossa volta, levamos os mH à orla, em estacionamento público, onde acabamos dormindo por 2 noites, sem problemas. Demos uma volta no centro comercial, contratamos um passeio de catamaran e almoçamos truta. Depois, lá vamos nós deixando a cidade para trás, pouco a pouco, e misturada ao rastro do barco, uma cena de perder o fôlego: a cidade colorida, cercada de neve e névoa, como num conto de fadas, deu vontade de chorar. Nos abraçamos para sentir que aquilo era verdade, não era mais sonho! Pássaros à nossa volta rodopiando no ar, pequenas ilhotas, cada uma com fauna diferente: ora aves que parecem com nossos patos, ora leões marinhos, ora lobos do mar, mais pássaros nativos, e finalmente lindos pingüins de raça pequena, todos num alvoroço só. Voltamos encantados com tudo que vimos, o barco tinha capacidade para 180 passag. Mas tinha bem menos. Encontramos mais 4 brasileiros além de nós, mas havia franceses, chineses, alemães, austríacos, americanos, e muito mais. Corremos pras casitas rodantes, fugindo do vento frio e da chuva. Quentinhos, fomos dormir...

11/03/2010 Cerro Sombrero/ Rio Grande/ Ushuaia

Seis e trinta, o galo cantou, saímos prá estrada, muito frio!!!!, Começou o rípio (130 km de cascalho), média de 30 km/h, os mH chacoalhando e engolindo poeira; é vento que não acaba mais... -Marsiglia! Seu toldo está soltando de novo. Não há acostamento, acabamos achando uma porteira onde conseguimos por os mH, com a traseira do Luiz (onde está o suporte de moto) voltada para a lateral do Marsiglia, e os dois virados a favor do vento, senão era impossível fazer qualquer coisa, quanto mais amarrar toldo (lembram das tiras de borracha?). Eu, Luiz e Marsiglia quase congelamos lá fora, além de comer areia. Chegamos em Rio Grande, a ruta passa pelo meio da cidade; e fomos abastecer de diesel e água, que será a última por aqui com certa facilidade, embora o posto só tenha uma torneira para todos e é pequeno. Lá vai o Luiz reforçar seu toldo que estava querendo abrir; fomos até uma rua de trás, pois na avenida o vento não deixaria. Ficamos um pouco apreensivos de pegar a estrada com tanto vento, mas nos informaram que em baixa velocidade não havia perigo. A certa altura uma carreta que estava em sentido contrário, foi empurrada pelo vento, com sua trazeira indo para o acostamento, mas o motorista conseguiu traze-la de volta. Chegamos em Ushuaia, já anoitecendo, com um pouco de chuva. Não sei se pelo cansaço, ou pela paisagem maravilhosa dos morros e da baia, acabamos não reagindo como queríamos, com gritos e festa, parece que ficamos um pouco anestesiados, só nos recuperando de todo, na manhã seguinte. Não achamos camping próximo ao centro e dormimos no 1º. Posto que encontramos. Até amanhã!!

10/03/2010 San Julian/ Comte. Luis Pietrabuena/ Cerro Sombrero (Chi)

Muito frio; 6;30h. sol refletindo na baía, maravilhoso; fotos. Rodamos cerca de 130 km, nas fazendas a perder de vista, imensidão de ovelhas que se confundem com as moitas de capim, pois são da mesma cor: cor de terra. Muitos guanacos. Comte Pietrabuena, cidade muito colorida, com um rio no meio. Mais guanacos nas estradas, aí começam aparecer os choiques, pequena ema, zorros, (pequenas raposas), flamingos e mais cordeiros. Às 18;35h, chegamos ao estreito de Magalhães, atravessando por balsa, em cerca de 40 minutos, e logo paramos junto a um pequeno comedor (restaurante de estrada), pois não há nada mais por ali. Pedimos umas porções de papas (batatas) fritas, e papamos o cordeiro no mH do Luiz, pois não dava pra ficar lá fora. O frio nos queimava e o vento cortava. Trancados nos mhs, balanço a noite toda, mas estava tudo bem debaixo das cobertas. Boa noite amigos!!!

09/03/2010 Comodoro Rivadávia/ Caleta Olívia/ San Julian

Pela manhã, acertos: molas do Alvim, Pneus do Matheus, Correia do Marsiglia, fazer cambio (não é de carro, é de dinheiro), mercado, água, combustível e estrada. Agora a paisagem é do Atlântico. Estamos a 8m. do nível do mar, para quem chegou a 3200m, imaginem as diferenças de paisagens! Caleta Olívia também é praiana; na estrada, muitos guanacos, bichos muito estranhos para nós, cabeça de canguru, corpo de cavalo, orelhas de burro, mas no conjunto até que é bonito; vivem em bandos, pastando a pobre vegetação às margens da estrada, que tem cercas de arame, mas eles pulam fàcilmente, muitas vezes atravessando à nossa frente; por isso vimos dezenas deles mortos, no asfalto. É uma cena triste. Nos campos de quando em vez, lagoas com tons de rosa e lilás e fundo branco; são salares, ou seja: sal à flor da terra. O Luiz quis parar prá conferir e o sal segundo ele é salgado. Camping em San Julian, Municipal a 5 pesos por pessoa e 10 do veículo, à beira da baia, muito vento e frio, não dava prá ficar fora dos carros, queríamos fazer um churrasco de cordeiro patagônico, mas desistimos, pois só entrava areia em nossa boca e o vento era cortante. Trancamos as janelas e cama pessoal!!!

08/03/2010 Esquel/ Gdor R. Costa/ Comodoro Rivadávia

Esquel fica num vale, entre montanhas, todas geladas, paisagens muito bonitas. Após colocarmos aditivo anti-congelante nos radiadores, saímos para a estrada, eram 8;35h.; passando por Gdor. R Costa, começaram as rajadas de vento mais forte, nosso toldo começou a desenrolar e enrolar novamente, mesmo fechado. Lá vai o Luiz de novo, subindo em sua plataforma de moto, para alcançar lá em cima e amarrar tudo com tiras de câmara de ar. Queria dizer algo sobre isso: se forem sair em aventura como a nossa, seja de mH, carro, moto ou outro meio, não esqueçam tais tiras, que são milagrosas, encanamento, esgoto, janelas, toldos, etc., tudo se ajeita com tal apetrecho, de forma fácil e sem custo. Vamos embora! E aí, fomos surpreendidos novamente: 200 metros adiante, o toldo do Marsiglia imitou o meu e quis desenrolar também. Lulu! Agora é o meu! Mais algumas tiras e pronto! Descobri que tinha uma mola quebrada, mas dava para seguir assim mesmo. Dali a pouco: Bummm!!, estourou o pneu do Matheus, Luiz!!!! Chegamos na entrada de Comodoro e nos instalamos num Petrobrás onde dormimos. Tchau!!

07/03/2010 Bariloche/ El Bolson/ El Hoyo/ El Maitén,/ Esquel

Logo cedo fui com a Maria à beira do lago que é frontal ao camping, eram 7;30h. e o dia estava radiante, a paisagem é deslumbrante, com a vegetação verdinha, refletindo nágua, e o sol começando surgir dentro do lago, pássaros à nossa volta, parecidos com gaivotas, e um frio de 8 graus. Tiramos fotos com o Luiz e Bel e fomos prá cidade. Saímos do camping, compramos alguns chocolates, era domingo, com as lojas fechadas, passeamos nas cidade, e estacionamos à beira do lago, onde almoçamos. Saímos sob sol e 15 graus, com lagos circundados por montanhas e seus cimos de neve, muitos cirprestes, céu azul lá em cima e lá embaixo, no fundo da água cristalina. A Maria, diante de tanta beleza, ficou emocionada enquanto eu dirigia, e disse que queria que todos filhos, netos e amigos vissem aquilo. El Hoyo, capital das frutas finas, ficou só de passagem. Passamos pelo canyon de La Mosca, paramos numa tenda bucólica, muito simples, para que sua dona, fizesse um chocolate e café para todos, lá fora uma barraca onde se assava cordeiro e do outro lado da pista um cerro (morro) com a cabeça branquinha de gelo. Esfriava mais, e as montanhas pareciam que estavam cada vez mais brancas lá no alto. Passando por El Bolson, localizamos à beira da estrada, uma cervejaria, que tem camping anexo, onde a água é ótima para se beber, coisa rara por aqui, e ainda mais para onde vamos; Quem nos deu a dica foi o Matheus, que já passou por estas bandas em outra ocasião, e nos disse ser essa água extraída do aqüífero Guarany. Com os galões abastecidos, seguimos e passamos por El Maitén, que fica em um vale maravilhoso, todo verde de pastagens, muitas ovelhas. Retas e retas, às vezes quebradas por uma subida que não é de morro, pois ao se chegar em cima, não há descida a seguir: são altiplanos, que de longe parecem paredes de barragens. 19;45h: estacionamos num posto Petrobrás em Esquel, em frente a um camping; internet e cama!