terça-feira, 16 de março de 2010

06/03/2010 Villa La angostura/ Bariloche

Manhã linda! Lagos refletindo o céu e montanhas por toda parte. Achei Angostura mais bonita, todavia não há que se negar que ao redor de Bariloche, circundada pelo lago e montanhas, brisa fria e sol quente, se fica encantado: e os PX funcionando à toda prova, já que o Pancho e o Pepe Legal, Nilo e Luiz, não dão trégua. Há muitos passeios a serem contratados nas agencias de turismo, mas por ser fora de temporada, muitos não estão disponíveis, outros com custo salgado, e outros distantes, o que levaria muito tempo; fizemos passeio de teleférico até o cerro Catedral, a 2012 m. de alt., uma parte se vai em cabinas fechadas, tipo bondinho, lá em cima se passa para outro de cadeirinhas, muito bonito, com vista dos lagos e cidade ao longe. Há que se notar que esse teleférico é o usado para ir à estação de esqui, no inverno, e agora é usado por fanáticos de bikes, que sobem nas cabines, e há um suporte por fora para pendurar as bikes, descendo pelas trilhas, agora secas, que são cobertas de gelo com até 4m de espessura no inverno. Há uns 12 “tratores’ que “alisam” as pistas de gelo, para ser possível descer. Hoje é o Dia Internacional da Mulher, por isso encontramos uma caravana feminina, com cerca de 50 carros, todos enfeitados à La Argentina, bem como suas ocupantes, num “rally de Mulheres”, com muita folia e algumas fotos e buzinaço. Se na chegada a Bariloche foi o Marsiglia mais uma vez à gomeria, por uma Pedrita que furou seu pneu, agora é minha vez, como campeão, de ter um pequeno parafuso encravado na borracha, murchando o “pnemático” bem devagar; para não atrasar os companheiros amanhã de manhã, lá vou à procura de outra gomeria, depois de cerca de 60 km dentro da cidade, com indicações erradas ou não entendidas, 6 gomerias cerradas, e um bom samaritano, que achei numa oficininha, debaixo de um carro de polícia, cheio de graxa, nos “guiou’ por ruas, ruelas e ruelitas até a casa de um gomeiro que??? não estava em casa !!! Pegou um mapa da cidade que temos e indicou outra a cerca de apenas 50 quarteirões dali. Pessoal! Bariloche tem favelas viu!? Pernoitamos num camping “Petúnia”, muito bom com chalés, barracas, mH, albergue,etc. à beira do Lago, bem arborizado, com muitas barracas, a 30 pesos por pessoa mais 10 do mH. Enquanto fazíamos “city tour” de gomerias, os companheiros foram a pé jantar próximo. Na cidade há mais 3 campings, mas 2 têm o acesso difícil p/ mH (íngrime). Já são 23 hs, então.....caminha, que está um pouco frio, uns 8 graus!!

segunda-feira, 8 de março de 2010

05/03/2010 San Martin de Los Andes/ Villa La Angostura

Logo cedo fui trocar os discos de freio pois a luz do painel, indicou problema, Luiz e Marsiglia cortaram os cabelos, nova volta na cidade, com calçadões, flores, prainha e lago, aqui se faz cambio fácilmente, mas cuidado com os horários de atendimento aqui na Argentina: hora da ciesta, das 12;30 às 17;30 em muitos casos, além de encontrarmos bancos que “cerram “ às 13;00h. Passamos pelos lagos: Lacar, Machonico, Falkners, onde há camping à beira do lago, forração de flores peq. nos lados da pista; “camping natural” maravilhoso, com vários mH; depois vem o Villarino. Fizemos esse percurso passando pelo ripio, por cerca de 40 km, razoáveis, com muitas obras nas encostas e tratores tirando troncos de árvores caídas. Aqui há florestas de árvores altas, porém muitas estão completamente secas, dizem que por invernos muito rigorosos anos atrás, não sei se é verdade. Lago Espelho Chico, descemos 2 km. até o camping, lindo à beira do lago em região totalmente selvagem, sem luz, mas há uma pontezinha que deu medo a alguns, tendo que desistir de ficar lá. Já próximos a Angostura, está o lago Puyehue, sem palavras, grandioso como um mar entre as montanhas. Chegamos à cidade, muito linda, com casas, comércio, tudo em construções de madeira, a maioria, sem aparelhar, porém envernizadas, de pinus claro, que é abundante por aqui. Ficamos num estacionamento gratuito que há no centro, pois a polícia disse que não há risco, pois fazem ronda constante. Já o “pescador sonhador”, Sr. Marsiglia, seguiu 13 km adiante onde há camping à beira do lago, para passar a noite e dar mais um banho nas iscas coloridas, muito bonitas, mas que dão muito trabalho, necessitando de banhos constantes. Mas o danado acertou, pois de manhã, encontramos o casal simplesmente num paraíso, à beira do lago, onde um arroio, chega entre pedras brancas e redondas, de todos tamanhos, com um borburinho que se mescla ao trinar de aves, tendo por fundo a água refletindo o céu, montanhas, e cirprestes. Daqui ao longe se vê vez ou outra, os picos mais altos cobertos de neve. Pizza, vitrines, bancos de jardim, e....caminha!

04/03/2010 Junin de Los Andes/ San Martin de Los Andes

Usamos o dia no camping para que nossas paixões, lavassem roupa e cuidassem das casitas andantes, o Marsiglia fez que ia pescar, até tirou licença para pesca na argentina, mas, nem cheiro das trutinhas, em mutirão lavamos os 4 mh, e até nos lembramos de que cores são. Levantamos acampamento e fomos para San Martin de Los Andes, a 40 km., cidade bem maior, com bom comércio, restaurantes, muitas flores nas ruas e praças, e no fim da av. principal, o 1º. Lago da região dos 7 lagos. Muito lindo, com uma pequena praia e muitos estrangeiros; já vimos diversos mH e toyotas vindos do velho continente, principalmente Alemanha, um friozinho legal, cerca de 14 graus e mais frio de madrugada. Dormimos no camping Cabanas Del ACA, rede do automóvel Clube da Argentina, com postos, campings, bangalôs, tudo muito organizado; pagamos 30 pesos por pessoa. Comemos uma pizza de quezo e jumon e fomos pras casitas dormir. Tchau...

03/03/2010 Neuquén/ Piedra del Aguilla/ Junin de Los Andes

Saímos do posto, após abastecer de combustível e água, que aliás, continua sendo um pouco difícil por aqui, alguns postos não têm nenhuma torneira em todo pátio, nem nas bombas, outros tem apenas uma, mesmo assim, uma aguinha bem fraca. Para beber só comprando de garrafa, mas assim mesmo tem gosto de bicarbonato, salobra. Bendita seja a água brasileira, que tanto desperdiçamos. Passamos por Piedra, um oásis no deserto, cheia de verde vista de cima, nas montanhas. Nessa região já começam aparecer lagos, muito lindos, verde turquesa, e água cristalina. Paramos num posto Petrobrás e almoçamos uma parrillada, típica da região, mas que não atende ao gosto brasileiro, pois é um assado de carne bovina (um pouco), choriço, cudiguim(uma lingüiça de pele de porco), tripa, rins, e costela de porco, além da nossa lingüiça. Novamente estrada, com lindos lagos e paisagens, molhamos os pés nas águas geladas, curvas e curvas, agora sim, começa a paisagem da região de Bariloche, muitos cirprestes e árvores de montanhas frias, no caminho encontramos um bando de bichos que acho serem alpacas ou guanacos, depois tentaremos saber o nome certo, para tanto tiramos fotos. Chegamos a Junin à tardezinha, fomos para o camping Las Islas, à beira de um lindo rio gelado e de correnteza, gozado é que as pessoas daqui fazem das margens quando há um pouquinho de areia (grossa), suas praias, mesmo com frio. No guia “O viajante”, que é muito bom, há indicação de camping municipal, mas não há e os preços encontrados até aqui, são bons, cerca de 20 a 30 pesos (10 a15 reais), mas não os 5 ou 6 pesos descritos no guia. Fomos a uma carniceria comprar um quarto de cordeiro, mais 2 quilos de vazio, fizemos um bom churrasco, regado a Quilmes, a nova paixão do Luiz, que aliás continua sendo o bombeiro dos mH, desta vez atrás de vazamento no meu carro, provocado pela pneu que estourou lá atrás. Boa noite, crianças.....

sexta-feira, 5 de março de 2010

02/03/2010 Gal. Alver/ Catriel/ Neuquén

Acordamos um pouco tarde, aguardando loja de pneus abrir, além de banco para fazer cambio e o Luiz pôr mais uma buzina maluca. Passamos por Catriel, onde começa um terreno mais árido, já um deserto, com vegetação rasteira e seca. Já estamos na Patagônia; Novo estouro de pneu, já é o meu segundo (não deixem seus pneus com mais de 5 anos no veículo, mesmo que estejam com cara de novos – esse foi nosso erro). Há muitos poços de petróleo, com aqueles martelões espalhados pelo campo. Mais retas e mais nada ale, de algumas rajadas de vento mais forte. De repente, ouvi um chiado de pneu furado; Deu um desânimo forte; cheguei a afirmar que voltaria dali, pois os pneus que restaram eram todos novos, e se estavam tendo problemas, não dava pra continuar, mas ao tirá-lo vimos que era um corte no bico, que não tinha nada a ver com o pneu, talvez mal colocado. Queria realmente voltar mas os amigos não deixaram, afirmando que se voltasse, todos voltariam. Agradecidos pela força, lá vamos nós. Obrigado companheiros. Passamos por Neuquén, parando logo adiante, num posto Petrobras. Bom sono a todos.......

01/03/2010 Mendoza/ San Rafael/ Gal. Alvear/

Saímos de Mendoza já tarde, pois aguardamos o Matheus ir à procura de uma mangueira pois sua água estava vazando, sendo acompanhado pelo mecânico Luiz e o Marsiglia, além de nós eu, a Alvim e a Maria irmos atrás de uma gomeria arrumar o pneu. A paisagem muda muito, com a Cordilheira branquinha à nossa direita e os uniformes branquinhos das crianças nas escolas, com gravatinhas e saias pregueadas, tal e qual as novelas mexicanas, além de fitas nas cabeças. Começam as planícies, tudo plano, longas retas, asfalto bom. Chegamos a San Rafael, cidade média, com muitas vinículas e bodegas em ruas arborizadas; paramos em um mercado e ao retomar a direção tive que dar volta num quarteirão, pois onde eu estava estacionado, não poderia dobrar à esquerda, parando em um semáforo, ouvi um som intermitente, como se fosse um bip, perguntei ao taxista o que era e ele respondeu que era para eu ter atenção, achei que estivesse me advertindo por algum erro no trânsito, mas não era. “Aí fomos surpreendidos novamente” como disse o Zagalo, era um sinal de alerta que existe instalado na cidade sobre “Tormientas”, ou seja chuva de granizo e vento. Pelo PX tentava chamar os companheiros que estavam mais à frente, mas estavam conversando e não me ouviam, até que nos reunimos num terreno baldio, buscamos mais informações e soubemos que em vinte minutos poderíamos ser alcançados pelo temporal, após busca frenética logramos ganhar abrigo (ao menos das frentes de nossos mH), num posto de combustível, que aliás está em falta em alguns lugares. Veio uma chuva normal com algum vento, mas não passou de mais um susto no velhões malucos, como diz nossa filha. Pernoitamos em Gal. Alvear, sem novidades. Caminha....

28/02/2010Valparaiso/ Quilpué/Villa Alemanha/ Olmué/ San Felipe/ Los Andes/ Uspallata/ Mendoza

Valparaiso/ Quilpué/Villa Alemanha/ Olmué/ San Felipe/ Los Andes/ Uspallata/ Mendoza Saimos do posto onde tínhamos ficado durante e após o terremoto, em direção a Mendoza, uma vez que não havia como se chegar ao sul do Chile, pois tínhamos notícias de 5 pontes caídas, e que as cidades mais próximas ao epicentro estariam bem destruídas, e ainda sem comunicação; este o motivo de se buscar rota alternativa através da Argentina; Desviamos de Santiago e no percurso até Los Andes, caíram 3 passarelas, mas já desobstruídas; em La Cruz as laterais da pista e asfalto, tinham pequenas valas com o rompimento de asfalto, vimos alguns deslizamentos pequenos de barrancos e pedras. Atravessamos novamente a Cordilheira, notando que havia mais neve nos picos, que quando chegamos ao Chile, concluímos que ela se forma à noite, derretendo durante o dia, abastecendo de água os rios que cortam a região; Na aduana, encontramos diversas pessoas que estavam voltando de vans e ônibus, pois não havia como sair de Santiago por avião, inclusive um grupo em 3 onibus que embarcariam de avião em Mendoza, com destino a Belo Horizonte. Paramos em Ponte Del Incas, com fotos, artesanatos, além de falarmos com um casalzinho de franceses que estão na América do Sul há 5 meses, devendo ficar até julho, com mochila nas costas, pedindo caronas ou pegando ônibus. Passamos Uspallata, com a Maria tirando mais fotos das montanhas, “estão mais bonitas hoje”. Descemos até Mendoza, onde também havia tido tremores fortes, com 5,5 graus, mas sem maiores danos. Após o estouro do pneu do Marsiglia, já relatado agora foi a nossa vez; lá vai o Luiz bancar o socorrista. Paramos num YPF muito bom e pernoitamos por ali. Boa noite...........